fbpx

O câncer de mama e o Outubro Rosa

A iniciativa outubro rosa, um dos movimentos mais conhecidos no mundo  que ocorre anualmente e promove a conscientização do câncer de mama, tomou forma após a criação da Susan G. Komen for the Cure Foundation (Fundação Susan G. Komen para a Cura) , em 1982, nome esse que homenageia Susan Komen, que aos 36 anos faleceu devido a doença.

Anteriormente à criação da instituição, em 1950, o jornal The New York Times, se recusava a divulgar anúncios com os termos “mama” e “câncer”. Em 1970, quando o exame de mamografia já existia e era utilizado, as informações e recursos eram limitados, por isso, em caso de biópsia positiva, o procedimento cirúrgico padrão da época era a mastectomia radical (remoção da mama, músculos e tecidos próximos que poderiam ter sido afetados pelo tumor).

A primeira ação promovida pela fundação foi a “Corrida para a Cura”, ocorrida em Dallas e que reuniu 800 pessoas. Após organizar o primeiro mês de conscientização em outubro de 1986 e estabelecer em 1991 a fita rosa, que é o símbolo mundial para a causa, anualmente a instituição organiza corridas e campanhas em diversos países para conscientização da doença.

Segundo a Fundação Susan G. Komen para a Cura, as taxas de câncer de mama variam entre os diferentes grupos de pessoas, seja homem ou mulher, de etnias e idades diversas. De forma geral, todas as mulheres correm risco do câncer de mama, e embora homens também sejam ameaçados pela doença, sua ocorrência é maior em mulheres e a possibilidade de contraí-lo não se descarta ao longo da vida, até porque, sua incidência é maior em mulheres de 50 anos ou mais, embora, mesmo que raro, ocorra em mulheres com menos de 40 anos.

O Ministério da Saúde apontou em 2018 cerca de 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil, e ainda que a prevenção da doença não seja totalmente possível por conta dos inúmeros fatores para surgimento da doença, alguns dos principais fatores de risco são: excesso de peso corporal, falta de atividades físicas e consumo de bebidas alcoólicas. Estima-se que um bom controle da alimentação e atividades físicas reduzam em até 28% os riscos de desenvolvimento da doença.

Embora muitos aguardem as propagandas de outubro, com relato de mulheres que sofrem de câncer de mama e campanhas de conscientização da doença, é importante ficar atento aos sinais da doença. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior é a chance de cura. O instituto do câncer disponibiliza uma cartilha sobre os sintomas que pode ser consultado no link abaixo.

 

Cartilha - Câncer de mama: vamos falar sobre isso?