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Caio questiona empresa sobre a fraude na folha de pagamento de ex-funcionário da prefeitura

Na tarde de quinta-feira (05), aconteceu a reunião convocada pela Comissão Especial de Vereadores (CEV), que tem acompanhado o desvio de dinheiro ocorrido na prefeitura em outubro do ano passado.

A comissão convocou os representantes da empresa SMARAPD Informática, prestadora do serviço de gestão na folha de pagamento à prefeitura, para ouvir explicações sobre a fraude do ex-servidor José Luiz Jurioli Filho, que embolsou mais de 1 milhão de reais do município por dois anos sem ser notado.

A reunião durou cerca de uma hora e os vereadores Caio Cunha, Carlos Evaristo e Mauro Araújo questionaram os representantes da empresa sobre o funcionamento do sistema e a falha que permitiu que o antigo funcionário desviasse o dinheiro.

Cunha questionou a segurança por parte do executivo por ter permitido acesso total ao funcionário que era apenas o operador do sistema. “Ele estava ali para operar o sistema e não para mexer na base de dados, por que esse cara tinha esse privilégio, um login próprio criado pela própria Prefeitura?”, questionou Cunha.

De acordo com o representante Antônio Puças Júnior, a irregularidade foi descoberta no período de férias de José Luiz, quando quem cobria as férias dele apontou um problema na folha de outros servidores. Após a empresa realizar uma análise, foi encontrado na planilha a diferença de 40 mil a mais no pagamento do ex-funcionário.

Os representantes ainda informaram que “Foi constatado que a operação foi feita direto no Banco de Dados. Não foi usado o aplicativo da empresa para fazer essas alterações. Conseguimos perceber que ele fazia o processamento da folha com os valores corretos e depois que os relatórios estavam prontos ele fazia a alteração, gerava o líquido bancário e voltava o valor anterior”.

“Qualquer alteração posterior ao fechamento e envio ao banco para pagamento pelo servidor, não tinha que ter um aviso ou sobresenha para que um superior autorizasse?, questionou o vereador Mauro Araújo. Em resposta, Antônio informou que o sistema permite a implementação desse procedimento e que o recomendado é que não seja uma única pessoa que faça todo o processo.